Conheça os efeitos da gordura no organismo

As gorduras (lipídios) são substâncias muito abundantes em animais e vegetais, são oleosas, insolúveis em água e não-voláteis. Compreendem os óleos, as gorduras e outras substâncias semelhantes aos lipídios.

Os lipídios são considerados constituintes importantes da dieta, não só pelos seus elevados valores energéticos, como também pelas vitaminas lipossolúveis e ácidos graxos essenciais contidos na gordura dos alimentos naturais.

No organismo, a gordura serve como fonte eficiente de energia quando armazenada no tecido adiposo. Serve como material isolante nos tecidos subcutâneos em volta de certos órgãos e os lipídios não polares atuam como isolantes elétricos que permitem a rápida propagação das ondas de despolarização ao longo dos nervos mielinizados. O teor de gordura do tecido nervoso é particularmente elevado.

As combinações de gordura e proteína (lipoproteínas) são constituintes celulares importantes, ocorrendo tanto na membrana celular como na mitocôndria, dentro do citoplasma, servem ainda, como meio de transporte dos lipídios no sangue. O conhecimento da fisiologia dos nutrientes, e em particular dos lipídios, é importante no entendimento das relações de muitas áreas biomédicas de interesses comuns; por exemplo: obesidade, aterosclerose, utilização de gorduras durante o exercício e a função de vários ácidos graxos poliinsaturados na nutrição e saúde.

O presente estudo de revisão também analisa os efeitos metabólicos do consumo de alguns alimentos na área fisiológica dos lipídios.

Entenda mais sobre as gorduras no organismo

A maior parte das gorduras naturais é constituída por 98 a 99% de triglicerídios que são, primariamente, constituídos por ácidos graxos (cadeias retas de hidrocarbonetos terminando num grupo carboxila e na outra extremidade um grupo metila) cuja nomenclatura, extensão da cadeia e grau de saturação traçam um perfil diferenciado entre si, incidindo fortemente no seu grau de importância.

As lipoproteínas são classificadas em quatro tipos:

  • quilomícrons;
  • alfalipoproteínas ou HDL (high density lipoprotein) ou LAD (lipoproteína de alta densidade) contêm mais proteína e menor quantidade de colesterol e triglicerídios;
  • betalipoproteínas ou LDL (low density lipoprotein) ou LBD (lipoproteína de baixa densidade) contêm mais colesterol e triglicerídios do que proteínas;
  • prebetalipoproteínas ou VLDL (very low density lipoprotein) ou LMBD (lipoproteína de muito baixa densidade) contêm mais triglicerídios do que colesterol.

O avanço das ciências propiciou uma série de mudanças e o surgimento de uma análise diferenciada dos lipídios em todo aporte calórico do indivíduo. Uma busca incansável tenta definir da melhor forma possível as cotas dietéticas consideradas ideais.

Hoje, a visão unânime de que a seleção dos lipídios é indispensável acompanha a necessidade de se manter a distribuição 1:1 em relação aos monoinsaturados, poliinsaturados e saturados.

Faz-se necessária a continuidade de estudos capazes de evidenciar a importância da fisiologia lipídica no contexto do metabolismo humano.

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